Arquivo da categoria: Eventos

Boitempo: eventos de maio

Confira abaixo alguns eventos com a participação de nossos autores e com vendas promocionais de nossos livros no mês de maio de 2012.

Lançamentos Boitempo

Marcio Pochmann participará de dois eventos de lançamento de seu novo livro, Nova classe média?, um deles em São Paulo (dia 29 de maio, às 19h30, na Faculdade de Economia da PUC-SP), outro em Campinas (mais informações em breve).

Maíra Soares Ferreira realizará noite de autógrafos de seu recém-lançado A rima na escola, o verso na história, na Livraria Cortez (em São Paulo), na quarta-feira 30 de maio, a partir das 19h. Confirme presença e convide seus amigos na página do evento no Facebook!

Feiras do Livro em maio

Com o objetivo de popularizar o livro e incentivar a prática da leitura em todas as idades, duas universidades paulistas realizam feiras do livro no mês de maio. A Feira do Livro da UFSCar, em sua 9ª edição, acontecerá nos dias 8, 9 e 10 de maio no saguão da Biblioteca Comunitária da UFSCar. O evento é promovido pela Editora da Universidade Federal de São Carlos – EdUFSCar em parceria com o SESC-São Carlos. Já a Feira do Livro da PUC-SP está na 5ª edição e acontece entre os dias 7 e 11 de maio. As editoras irão expor os livros nos corredores do andar térreo do Edifício Reitor Bandeira de Mello. Nos dois eventos haverá venda de livros da Boitempo com desconto.

07 a 11/05 | Feira do Livro da PUC-SP (30% de desconto nos livros da Boitempo)
Piso térreo do prédio Reitor Bandeira de Melo/PUC-SP – prédio novo, São Paulo/ SP.

08 a 10/05 | Feira do Livro da UFSCar (25% de desconto nos livros da Boitempo)
Saguão da Biblioteca Comunitária/UFSCAR – São Carlos/SP

Giovanni Alves lança o livro Occupy e o filme Precários inflexíveis em Maringá

No dia 07 de maio, Giovanni Alves lança o livro Occupy – movimentos de protesto que tomaram as ruas e um filme de sua autoria, intitulado Precários inflexíveis, na Universidade Estadual de Maringá, no Paraná. Giovanni escreveu um dos artigos que compõem o livro Occupy e também é autor de O novo (e precário) mundo do trabalho (Boitempo, 2000) e de Trabalho e subjetividade (Boitempo, 2011)

07/05 | às 19h | Lançamento do livro Occupy e do filme Precários inflexíveis
Programa de Pós-graduação em Educação da UEM – Maringá/ PR

LIBRE participa da Virada Cultural 2012

Em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura, a Liga Brasileira de Editoras (Libre) participa da Virada Cultural 2012 com uma programação especial, que acontece Largo de São Bento, na cidade de São Paulo. O autor da Boitempo e colunista do blog da editora, Luiz Bernardo Pericás, participará no domingo, dia 06, às 15h, com a leitura de um trecho de seu novo romance Cansaço, a longa estação e também conversará com o público sobre o seu processo de criação literária.

A Libre é uma organização nacional de pequenas e médias editoras independentes, entre as quais a Boitempo Editorial. Responsável pela Primavera dos Livros, feira realizada há nove anos em São Paulo e Rio de Janeiro, atualmente conta com 105 editoras associadas e catálogo coletivo de mais de 10 mil títulos.

[Confira a programação da Virada Cultural]

05 e 06/05 | LIBRE na Virada Cultural 2012
Largo de São Bento – São Paulo/SP

1ª Bienal do Livro Amazonas

De 27 de abril a 6 de maio Manaus será a capital literária do Brasil ao receber sua primeira edição da Bienal do Livro. São esperados 200 mil visitantes, que vão conferir em dez dias de evento 60 expositores e 40 autores convidados. A capital do Amazonas será a quinta cidade no País a sediar um evento deste porte e a primeira na região Norte. Além de concentrar em um mesmo ambiente, livrarias, editoras e distribuidoras que comercializam seus títulos diretamente ao público nos estandes, a Bienal do Livro oferece uma vasta programação cultural. Para esta edição no Amazonas, os espaços serão distribuídos entre: Tacacá Literário, Livro Encantado, Floresta de Livros e Território Livre. A Bienal do Livro Amazonas abrirá suas portas na sexta-feira, dia 27 de abril, a partir das 12h. Os ingressos custarão R$2,00 (inteira) e R$1,00 (meia-entrada para estudantes e idosos).

Confira a programação aqui.

Haverá venda de livros da Boitempo no estande A-02 da Expressão Popular.

Serviço

27/04 a 06/05 | das 10h às 22h | 1ª Bienal do Livro Amazonas
De segunda a sexta-feira, das 9h às 22h; e aos fins de semana, das 10h às 22h
Studio 5 Centro de Convenções – Av. Rodrigo Otávio, 3.555, Distrito Industrial, Manaus/AM

Banda 3×4 apresenta Samba Paulista

A Banda 3×4, com direção musical de Pedro Mourão, conta com 10 músicos de diversas áreas (dentre eles, Maria Rita Kehl, autora da Boitempo) e apresentará show com repertório do samba paulista.

05/05 | 20h30 | Samba Paulista: Adoniran Barbosa e Paulo Vanzolini

Espaço Anexo Domus (Rua Cardeal Arcoverde, 206) | Ingresso R$20

Na semana de Göran Therborn no Brasil, sorteio do livro “Do marxismo ao pós-marxismo?”

Göran Therborn vem ao Brasil esta semana, a convite da Boitempo, para o lançamento do livro Do marxismo ao pós-marxismo? Serão três dias de eventos nas capitais de São Paulo, Rio Grande do Sul e Pará: na terça (10/04), a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) recebe Therborn no Teatro TUCARENA; na quarta (11/04) é a vez da Câmara Municipal de Porto Alegre; e na sexta (13/04), o autor se apresenta na Universidade Federal do Pará (UFPA).

Publicamos hoje o texto de orelha escrito por Ruy Braga para o livro, além de um artigo de João Alexandre Peschanski sobre o conceito de ideologia na obra de Göran Therborn, aqui no Blog da Boitempo.

Para divulgar a série de conferências, a Boitempo vai sortear um exemplar do livro Do marxismo ao pós-marxismo?, que o autor vem a lançar. Para concorrer, basta divulgar o link deste post em seu Blog, perfil do Facebook, Twitter, Google + etc. e depois publicar o seu perfil ou blog nos comentários deste post.

O período para concorrer vai até a próxima sexta-feira, dia 13 de abril, quando Göran Therborn realizará a última de suas conferências, em Belém. O resultado será divulgado aqui, na página do Facebook e no perfil do Twitter da Boitempo, às 16h30. Boa sorte!

O livro já está à venda em versão eletrônica (ebook) na Gato Sabido, pela metade do preço do livro impresso.

Todos os eventos são gratuitos e não há necessidade de inscrição prévia.

Confirme presença, convide amigos e compartilhe a página oficial no Facebook de Göran Therborn no Brasil.

Programação completa

10/04 | Terça-feira | 19h30 – São Paulo (SP)
Teatro TUCARENA (PUC-SP)
Rua Ministro Godói, 969 – Perdizes – (11) 3670-8453

Com a presença de Ana Amélia da Silva (Faculdade de Ciências Sociais/PUC-SP) e Ruy Braga (FFLCH/USP e autor do texto de orelha do livro).

Realização: APROPUC, Faculdade de Ciências Sociais da PUC-SP e Boitempo Editorial
Apoio: PUC-SP, NEHTIPO, NEAMP e Teatro TUCARENA.

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11/04 | Quarta-feira | 19h – Porto Alegreo (RS)
Plenário Otávio Rocha da Câmara Municipal de Porto Alegre
Avenida Loureiro da Silva, 255 – Centro – (51) 3220-4187

Com a presença do Prof. Dr. Marcelo Kunrath da Silva (PPG Sociologia/UFRGS).

Realização: Câmara Municipal de Porto Alegre, Escola do Legislativo Julieta Battistoli, Comissão de Educação, Cultura, Esportes e Juventude (CECE), Seção de Memorial, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UFRGS, Programa de Pós-Graduação em Sociologia da UFRGS e Boitempo Editorial
Apoio: Hotel Everest, Sindicato dos Professores do Ensino Privado do RS e Sindicato Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (CEPERGS)

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13/04 | Sexta-feira | 17h – Belém (PA)
Auditório José Vicente Miranda Filho do Instituto de Ciências Jurídicas – ICJ da Universidade Federal do Pará (UFPA) – (91) 3201-7211

Com a presença dos professores Fábio Castro (Comunicação) e Marise Morbach (Ciências Políticas).

Realização: Universidade Federal do Pará (UFPA), Pró-Reitoria de Relações Internacionais (PROINTER), Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PROPESP), Editora UFPA e Boitempo Editorial

Venha se manifestar contra a privataria da Cultura!

Ato acontece no dia 3 de abril, terça-feira, no Sindicato dos Engenheiros de SP

As rádios e a TV Cultura de São Paulo se consolidaram historicamente como uma alternativa aos meios de comunicação privados. As rádios AM e FM ficaram conhecidas pela excelente programação de música popular brasileira e de música clássica. A televisão criou alguns dos principais programas de debates de temas nacionais, como o Roda Viva e o Opinião Nacional, e constituiu núcleos de referência na produção de programas infantis e na de musicais, como o Ensaio e o Viola, Minha Viola. As emissoras tornaram-se, apesar dos percalços, um patrimônio da população paulista.

Contudo, nos últimos anos, a TV e as rádios Cultura estão passando por um processo de desmonte e privatização, com a degradação de seu caráter público. Esse e outros fatos se destacam:

mais de mil demissões, entre contratados e prestadores de serviço (PJs);
extinção de programas (Zoom, Grandes Momentos do Esporte, Vitrine, Cultura Retrô, Login) e tentativa de extinção do Manos e Minas;
demissão da equipe do Entrelinhas e extinção do programa, sem garantias de que ele seja quadro fixo do Metrópolis;
aniquilação das equipes da Rádio Cultura e estrangulamento da equipe de jornalismo;
enfraquecimento da produção própria de conteúdo, inclusive dos infantis;
entrega, sem critérios públicos, de horários na programação para meios de comunicação privados, como a Folha de S.Paulo;
cancelamento de contratos de prestação de serviços (TV Justiça, Assembleia e outros);
doação da pinacoteca e biblioteca;
sucateamento da cenografia, da marcenaria, de maquinaria e efeitos, além do setor de transportes.

Pela sua composição e formato de indicação, o Conselho Curador da Fundação Padre Anchieta não tem a independência necessária para defender a Cultura das ações predatórias vindas de sua própria presidência. Mesmo que tivesse, sobre alguns desses pontos o Conselho Curador da Fundação Padre Anchieta sequer foi consultado.

Não podemos deixar esse patrimônio do povo de São Paulo ser dilapidado, vítima de sucateamento promovido por sucessivas gestões sem compromisso com o interesse público, seriamente agravado na gestão Sayad.

Nesse momento, é preciso afirmar seu caráter público e lutar pelos seguintes pontos:

Contra o desmonte geral da rádio e TV Cultura e pela retomada dos programas.
Em defesa do pluralismo e da diversidade na programação.

Por uma política transparente e democrática para abertura à programação independente, com realização de pitchings e editais.

Pela democratização do Conselho Curador da Fundação Padre Anchieta

ATO CONTRA A PRIVATARIA DA CULTURA

3 de abril, terça-feira, às 19h

Sindicato dos Engenheiros de São Paulo

Rua Genebra, 25 – Centro (ao lado da Câmara Municipal)

Gilberto Maringoni

Hamilton Octavio de Souza

Ivana Jinkings

Joaquim Palhares – Agência Carta Maior

Laurindo Lalo Leal Filho

Luiz Carlos Azenha – blog Vi o Mundo

Luiz Gonzaga Belluzzo

Renato Rovai – Revista Fórum e Presidente da Altercom

Rodrigo Vianna – blog Escrevinhador

Wagner Nabuco – Revista Caros Amigos

Emir Sader

Flávio Aguiar

Altercom – Associação Brasileira de Empresas e Empreendedores da Comunicação

Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé

CUT – Central Única dos Trabalhadores

Frente Paulista pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação

Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social

Boitempo no Espaço EDUC: de 19 a 24 de março

De 19 a 24 de março de 2012, a Boitempo Editorial expõe e vende seus livros com 30% de desconto no Espaço EDUC, em São Paulo. A livraria está situada no Prédio Novo da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP), na Rua Ministro Godói, 969, em Perdizes (São Paulo/SP), telefone para contato: (11) 3670-8297. Para mais informações, visite: http://www.pucsp.br/educ/. Para conhecer nossos livros, visite o nosso site e confira o nosso catálogo. Compareça e divulgue!

As aventuras do sapo Gonzalo e Luiz Bernardo Pericás no Blog da Boitempo

Desde a sua renovação em abril de 2011 o Blog da Boitempo vem contando com a colaboração mensal do historiador Luiz Bernardo Pericás, autor de Os cangaceiros: ensaio de interpretação histórica (que acaba de ganhar Menção Honrosa no Prêmio Casa de las Américas 2012, de Cuba, onde será publicado este ano). Em sua coluna, Pericás apresenta as desventuras do sapo Gonzalo, um mal humorado sapo argentino.

Confira abaixo os links de todas as aventuras do sapo Gonzalo publicadas até agora e não deixe de comparecer ao lançamento do novo livro de Luiz Bernardo Pericás, Cansaço, a longa estação, narrativa ficcional que tem o sertão brasileiro como seu cenário. O lançamento será hoje, às 19h na Livraria da Vila (Unidade Lorena). Mais informações acima!

As aventuras do sapo Gonzalo contra Yoani Sánchez | 08 de abril de 2011

Estava tomando uma cerveja no Bar do Joaquim, uma pocilga no centro da cidade, quando seu Gonzalo entrou no recinto, soltando fumaça pelas ventas, como de costume.  Deixem-me aqui apresentar meu amigo. Seu Gonzalo era um sapo argentino. Grandes olheiras, barba por fazer, cabelos grisalhos, fumava sem parar um cigarro sem filtro.  Parecia sempre contrariado. Militante de esquerda, havia fugido de seu país durante a ditadura militar, saltando através das fronteiras de todas as nações sul-americanas com suas longas e agéis pernas de batráquio acrobata. [leia mais]

O sapo Gonzalo no Sítio da Dona Benta | 13 de maio de 2011

Gonzalo, o indefectível batráquio argentino, entrou em casa, exausto, deixou o casaco em cima do sofá e caminhou lentamente até o quarto. Sempre quisera morar no campo: o ar puro, o leite morno na mesa do café da manhã, os raios de sol entrando pela janela… Mas acabara naquela quitinete infecta, no centro da cidade. Tudo bem… Ainda tinha esperanças de que sua sorte mudaria e que em algum momento sua vida daria uma guinada para melhor. De qualquer forma, aquele era seu “lar”, o único que possuía, e era nele que andava agora, a passos pesados: se arrastava. Cheiro de tabaco na roupa; a barba por fazer, como sempre; e a cabeça… girava e girava, talvez por ter fumado demais durante todo o dia. Quatro pacotes inteiros, da marca mais vagabunda! Isso não é coisa para amadores! Tinha de dar um tempo no seu vício. Tossia. [leia mais]

O sapo Gonzalo vai ao Rio | 17 de junho de 2011

Chutou uma lata jogada na rua e machucou o pé… Acordara tarde e de mau humor naquele dia nublado: a cara amassada era a evidência irrefutável de horas e horas mal dormidas na noite anterior. E da ressaca fenomenal que o atingira como um soco no plexo solar.  A cabeça doía. É verdade que fora à “Cidade Maravilhosa” para descansar, tirar uns dois ou três dias de folga, quem sabe pegar uma praia. Afinal, ninguém é de ferro. Mas a gastrite e a esofagite não davam trégua. Nem o mormaço cinzento e úmido que parecia aplastar os cidadãos que iam e vinham naquela avenida, no centro da antiga capital. [leia mais]

O encontro do sapo Gonzalo com Butch Cassidy | 22 de julho de 2011

Era o quinto copo de Guiness que tomava aquela noite. Não sabia há quanto tempo estava sentado naquele banco de madeira, diante do balcão, noFinnegan’s Pub, nem quanto tempo mais ficaria ali. O que mais o incomodava naquele momento, na verdade, era não poder fumar. Como sempre. Lembrava-se que no começo dos anos noventa, nos Estados Unidos, queriam retirar “digitalmente”, por meio de programas de computador, os cigarros até dos clássicos do cinema. Não haviam chegado a tanto. Mas Gonzalo ficara sabendo que em Nova Iorque, nos dias de hoje, as autoridades locais estavam proibindo que se fumasse também nos parques e praças da cidade. Ao ar livre! Era muito para ele… [leia mais]

O sapo Gonzalo visita a Austrália | 19 de agosto de 2011

Ao passar diante da vitrine de uma agência de viagens, na Avenida São Luiz, viu um pôster da ensolarada Austrália e decidiu que era para lá mesmo que iria. A ópera de Sydney e a Costa Dourada eram motivos suficientes para tirá-lo da letargia dos últimos tempos e estimulá-lo a partir rumo ao outro lado do planeta.  [leia mais]

O sapo Gonzalo e Corto Maltese nos mares do sul | 16 de setembro de 2011

Navegavam pelo Mar de Salomão em velocidade constante de oito nós.  Já haviam passado pelo Arquipélago de Louisiade e agora roçavam a costa da Nova Bretanha.  Corto Maltese conhecia como ninguém cada palmo da distante e isolada região, desde quando aquela ilha vulcânica, terra dos temíveis Duk-Duk, no Arquipélago de Bismarck, ainda se chamava Nova Pomerânia.  Kandrian, Gasmata e Totongpal haviam ficado para trás.  Na mesma linha geográfica de Sampun, se dirigiam agora para a parte sul da Nova Irlanda, e de lá, para o vasto oceano. [leia mais]

O sapo Gonzalo em: Brutti, Sporchi e Cattivi | 07 de outubro de 2011

O sapo Gonzalo já começava a se arrepender de ter ido àquela festa… Eu havia sido convidado pelo desembargador Peixoto para um cocktail em homenagem a uma fuinha conhecida, a professora Lívia Weiss, que acabara de se tornar professora emetretriz da Universidade de São Priápico. Perguntei ao anfitrião se podia levar um amigo, e ele concordou. Agora estávamos naquela mansão no bairro do Surumby (um dos mais chiques da cidade), com a nata da pseudo-intelectualidade local e a crème de la crème do meio político e artístico da República do Repolho. [leia mais]

Gonzalo, Malcolm e Fidel | 11 de novembro de 2011

O Hotel Theresa foi o mais alto, belo e imponente edifício do Harlem durante seis décadas.  Com seu estilo neorrenascentista, onze andares e trezentos quartos, destacava-se das construções à sua volta e chegou a ser comparado até mesmo ao Waldorf Astoria.  Ainda que durante um bom tempo a gerência só aceitasse hóspedes brancos e algumas poucas celebridades negras, a partir dos anos quarenta os novos donos, desta vez afro-americanos, mudaram a cara do lugar.  O fato é que o Harlem entrou num processo de decadência e empobrecimento paulatinos, especialmente nos anos vinte, levando boa parte dos moradores endinheirados a se transferir para bairros distantes dali.  Por outro lado, enquanto ocorria esse processo de pauperização e depreciação imobiliária, a população negra começava a afluir em grande número para os prédios residenciais e negócios locais, e tomou conta da área.  Eram trabalhadores, migrantes, em sua maioria da Virgínia, Carolina do Norte, Carolina do Sul e Geórgia.  Entre 1920 e 1930, em torno de 118. 792 moradores brancos se mudaram de lá, enquanto, no mesmo período, 87. 417 negros chegaram para viver naquele bairro.  Foi então que o Harlem tornou-se, de fato, a “capital” da Black America.  Entre seus mais emblemáticos landmarks, como o Cotton Club, o Savoy Ballroom e o Apollo Theater, o Theresa certamente também deve ser incluído. [leia mais]

O sapo Gonzalo no zoológico humano | 16 de dezembro de 2011

Todos diziam que aquela era a época mais feliz do ano. Mas ele desconfiava que isso não fosse verdade. Por trás da opulência, havia lama. As ruas iluminadas, lojas enfeitadas com adereços verdes e vermelhos, bolas de porcelana dourada, cintilantes; pinheiros de plástico importados do Paraguai; pessoas indo e vindo, carregando presentes. O ritmo alucinado de dezembro.  No tórrido verão tropical, fingiam estar em algum país escandinavo, as decorações em cada canto da cidade lembrando as terras geladas do norte europeu. O Bom Velhinho, de longas barbas brancas, pesadas botas de couro, luvas de pelica e gorro de lã, parecia que ia derreter. Quase desmaiava de calor. [leia mais]

O sapo Gonzalo em: Touradas, budismo e religião | 20 de janeiro de 2012

A noite havia chegado, e com ela, a calmaria do mar. O dia fora cansativo e o calor, sufocante. Agora, descansavam. Corto apoiava a nuca com as mãos trançadas atrás da cabeça. Deitado, controlava sem dificuldades o leme do barco com os dedos do pé direito. Podia navegar até dormindo! Vez ou outra abria um olho apenas, checava, lá no alto, a posição do Cruzeiro do Sul, e voltava a cochilar. O veleiro estava em boas mãos! Gonzalo, por seu lado, observava as águas escuras à sua volta, com os dois braços levemente encostados no parapeito da popa. Apenas uma lâmpada iluminava a embarcação: um pequeno ponto de luz amarelada no oceano infinito. [leia mais]

O sapo Gonzalo foge do Carnaval | 17 de fevereiro de 2012

Barulho, confusão, multidões, ziriguidum, balacobaco, telecoteco, confete, serpentina, marchinhas, rei momo, escolas de samba, mestre-sala, porta-bandeira, reco-reco, cuíca, charangas e agogôs. Que horror! O sapo Gonzalo sempre detestara o Carnaval, e com o passar dos anos sua rabugice aumentara o suficiente para lhe causar uma úlcera no estômago só de pensar na possibilidade de ter de esbarrar no meio da rua com centenas de bêbados desocupados usando fantasias exóticas e dançando como pavões em frente a loiras siliconadas, tão inteligentes quanto orangotangos. Ao primeiro som dos tamborins, nosso contestador e mal-humorado sapo argentino sempre fugia para algum lugar isolado, para não precisar encontrar uma pessoa sequer durante vários dias. Nunca tivera um celular na vida, muito menos Twitter, Blackberry, iPod, iPad, iPhone ou Facebook. Odiava todas as bugigangas e novidades tecnológicas. Não tinha ideia como funcionavam, nem tinha vontade de aprender. Tudo bem… Se pudesse, seria como um de seus ídolos literários, J. D. Salinger. Ou o escritor Dalton Trevisan. Sumiria de uma vez por todas das vistas do público. Ninguém o encontraria. Sua vontade era passar o dia inteiro deitado numa rede entre dois coqueiros, numa ilha paradisíaca perdida em algum canto mundo. Ou, quem sabe, ficar sentado sobre a areia branca e fina de alguma praia longínqua, sozinho, apenas olhando para o mar.   [leia mais]

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Já está à venda em versão eletrônica (ebook) o livro de Luiz Bernardo Pericás publicado pela Boitempo Editorial, Os cangaceiros: ensaio de interpretação histórica, disponível no Gato Sabido e na Livraria Cultura.

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Luiz Bernardo Pericás é formado em História pela George Washington University, doutor em História Econômica pela USP e pós-doutor em Ciência Política pela FLACSO (México). Foi Visiting Scholar na Universidade do Texas. É autor, pela Boitempo, de Os Cangaceiros – Ensaio de interpretação histórica (2010). Também publicou Che Guevara: a luta revolucionária na Bolívia (Xamã, 1997), Um andarilho das Américas (Elevação, 2000), Che Guevara and the Economic Debate in Cuba (Atropos, 2009) e Mystery Train (Brasiliense, 2007). Colabora para o Blog da Boitempo mensalmente, às sextas-feiras.

Lançamento de “Cansaço, a longa estação”, de Luiz Bernardo Pericás

A Boitempo Editorial e a Livraria da Vila convidam a todos para a noite de autógrafos do livro Cansaço, a longa estação, de Luiz Bernardo Pericás, historiador e autor do elogiado Os cangaceiros: ensaios de interpretação histórica (Boitempo, 2010), o qual recebeu menção honrosa do Premio Casa de Las Américas, de Cuba. O evento acontecerá em São Paulo, no dia 6 de março, terça-feira, das 19h00 às 21h30, na Livraria da Vila (unidade Lorena).

Haverá venda de livros da Boitempo no local.

Serviço

06/03 | terça-feira | das 19h00 às 21h30 | Livraria da Vila (SP)
Piso superior
Alameda Lorena, 1731 – Jardim Paulista | (11) 3062-1063

Sobre o livro

Luiz Bernardo Pericás, historiador e autor do elogiado Os cangaceiros: ensaios de interpretação histórica (Boitempo, 2010), o qual recebeu menção honrosa do Premio Casa de Las Américas, de Cuba, retorna às livrarias com o romance Cansaço, a longa estação. Ambientado em um sertão imaginário, mágico e mitológico, em algum momento entre o final do século XIX e o começo do XX, o livro conta a história do único encontro entre Punaré e Baraúna, dois rapazes apaixonados pela mesma moça, Cicica. A partir daí, uma mudança radical ocorrerá na vida desses três personagens cansados do calor sufocante, da rotina de imobilidade, da falta de perspectivas, da opressão e do ambiente à sua volta (o próprio inferno). Em duas narrativas paralelas que aos poucos vão se enovelando uma na outra, Punaré e Baraúna comovem com suas inquietações e fantasias, um triângulo amoroso e dois olhares diferentes sobre a mesma realidade.

Pericás presenteia o leitor com uma narrativa e linguagem próprias do sertão, cobrindo de estranheza e mistério a realidade. O vocabulário, explicado em um extenso e instigante glossário, é também um protagonista na ficção do historiador, que, imerso na experiência sertaneja e cangaceira, traz à tona um rico repertório de “palavras reunidas num fraseado melódico ao mesmo tempo fluido e truncado como, de resto, é a vida no sertão”, conforme explica no texto de orelha o professor de literatura brasileira e pesquisador da USP Flávio Aguiar. “É uma viagem no espaço e no tempo, e também nos vários registros linguísticos de nosso país, em particular do seu mundo rústico.” 

O universo sertanejo de Pericás está no agrume (aquilo que é agre, amargo), na garrucha (arma de fogo que se carregava pela boca) e na girumba (cachaça), entre tantas outras palavras de raiz popular que revelam a cultura e a história regionais. “Ao final, se o leitor quiser, poderá comparar texto e glossário. Mas primeiro se deixe envolver pela prosa original e segura de Luiz Bernardo Pericás”, aconselha Aguiar. 

Trechos da apresentação e da orelha

“Toda a literatura anterior de Pericás já nos deixava diante de um dos maiores do Brasil, e agora surge esse novo autor, para o qual tenho de segurar pelo menos uns vinte qualificativos elogiosos.”– Antonio Abujamra

“Três são as vidas que protagonizam essa melodia exasperada, enovelando-se umas nas outras: o caboclo esperançoso num amor distante, o renegado que também almeja um amor para si e a moça desejosa, que gostaria de viver num mundo onde o amor-próprio fosse possível.” – Flávio Aguiar

Trecho do livro

“Se decidir alguém procurar, nas antigas lendas do passado ou nos fatos esquecidos de outrora, a verdadeira história de João Baraúna, conseguirá desentranhar o fio das tradições perdidas do velho setentrião, pois ouvirá da boca dos sertanejos mais do que apenas a saga de um homem terrível, assassino e sorrateiro. No torvelinho dos acontecimentos, em meio a verdades e desditas, será possível encontrar a epopeia de toda uma geração de homens e mulheres que viveram naqueles confins, muitos lustros atrás. Baraúna, bandido! Daquele monstro, assim davam a descrição… Testa larga e franzida na grimaça de caburé; os poucos dentes que lhe restavam, podres e acuminados, escurecidos pelo tabaco, despontando como puas nas grossas gengivas escarlates. Um cavaleiro do apocalipse, soltando fogo pelas narinas e vomitando gafanhotos da bocarra bafienta: levava a peste por onde passava.”

Sobre o autor

Luiz Bernardo Pericás é escritor e historiador formado pela George Washington University, doutor em História Econômica pela USP e pós-doutor em Ciência Política pela Flacso (México). É autor de Che Guevara and the Economic Debate in Cuba (Nova York, Atropos Press, 2009) e Mystery Train (São Paulo, Brasiliense, 2007), entre vários outros. Recebeu menção honrosa do Premio Literario Casa de las Américas 2012, de Cuba, com seu livro Os cangaceiros: ensaio de interpretação histórica (Boitempo, 2010), que será publicado ainda este ano naquele país.

Ficha técnica

Título: Cansaço, a longa estação
Autor: Luiz Bernardo Pericás
Apresentação: Antonio Abujamra
Orelha: Flávio Aguiar
Páginas: 96
ISBN: 978-85-7559-192-5
Preço: R$ 26,00 | Preço ebook: a definir
Editora: Boitempo

Capa: em cima das xilogravuras de Fabrício Lopez.

David Harvey no Brasil para conferências de lançamento de livro (fevereiro de 2012)


O geógrafo britânico David Harvey acaba de confirmar visita ao Brasil, a convite da Boitempo Editorial, para realizar as conferências de lançamento do livro O enigma do capital e as crises do capitalismo. Serão três dias de eventos em universidades de São Paulo e do Rio de Janeiro: na segunda-feira, dia 27/02, a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) recebe Harvey no Teatro TUCA; na terça-feira, dia 28/02, é a vez da Universidade de São Paulo (FAU-USP); e na quarta-feira, dia 29/02, o autor marxista se apresenta na Universidade Federal do Rio de Janeiro (IFCS-UFRJ).

Todos os eventos são gratuitos e sem necessidade de inscrição prévia. Haverá tradução simultânea ou consecutiva em todos os eventos. Os melhores momentos das conferências serão tuitados ao vivo no perfil da Boitempo no Twitter. As gravações audiovisuais dos eventos serão disponibilizadas no canal da editora no YouTube posteriormente, mas ainda não há previsão de data.

Nos locais haverá venda dos livros da Boitempo com descontos especiais.

Confirme presença na página no Facebook do evento: David Harvey no Brasil (fevereiro de 2012).

Saiba mais informações sobre O enigma do capital e as crises do capitalismo (Boitempo, 2011), que pode ser adquirido em ebook nas lojas da Livraria Cultura, Gato Sabido e muitas outras. David Harvey foi entrevistado pela redação da revista semestral Margem Esquerda: Ensaios Marxistas na edição 16, que também pode ser adquirida em ebook exclusivamente na Gato Sabido.

Programação completa

27/02 | Segunda-feira | 19h30 – São Paulo (SP)
Teatro TUCA da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP)

Rua Monte Alegre, 1024 – CEP 05014-001, Perdizes – Tel. (11) 3670-8458
Com a presença de Leda Paulani (FEA/USP) e João Ildebrando Bocchi (FEA, PUC-SP)
Realização: APROPUC, Núcleo de Estudo de História: Trabalho, Ideologia e Poder (NEHTIPO), Departamento de História da PUC-SP, Faculdade de Ciências Sociais da PUC-SP e Boitempo Editorial
Apoio: PUC-SP e Teatro TUCA

28/02 | Terça-feira | 18h30 – São Paulo (SP)
Auditório da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP (FAU/USP)
Rua do Lago, 876 – CEP 05508-900, Cidade Universitária – Tel. (11) 3091-4801
Com a presença de Ermínia Maricato (FAU/USP) e Mariana Fix (LabHab)
Realização: FAU/USP, Laboratório de Habitação e Assentamentos Humanos da FAU (LabHab), Pós-Graduação FAU/USP e Boitempo Editorial

29/02 | Quarta-feira | 18h – Rio de Janeiro (RJ)
Salão Nobre do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ (IFCS/UFRJ)
Largo de São Francisco, 01 – 2º Andar – CEP 20051-070 – Centro
Com a presença de Marco Aurelio Santana (PPGSA-IFCS-UFRJ)
Realização: Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia (PPGSA-IFCS/UFRJ), Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS-UFRJ), Núcleo de Estudos Trabalho e Sociedade (NETS-IFCS/UFRJ) e Boitempo Editorial

“Marx está de volta”: entrevista de Ruy Braga para a Folha de S.Paulo

A Boitempo Editorial promoveu ontem, no Mezanino do Teatro Tuca, o debate  Ocupar o mundo: a crise do capitalismo e as perspectivas do socialismo. Participaram do encontro o economista Paul Singer, a arquiteta e urbanista Mariana Fix e o sociólogo Ruy Braga. O evento marcou o lançamento do livro O enigma do capital, de David Harvey, e o número 17 da revista Margem Esquerda.

Leia abaixo entrevista concedida por Ruy Braga ao jornal Folha de S.Paulo a respeito da temática do debate.

***

Folha – As teorias de Karl Marx ainda podem explicar a crise econômica atual?

Ruy Braga - De fato, Marx está de volta. Aos meus olhos, não há como compreendermos o momento atual sem recorrermos à noção de fetichismo da mercadoria, à teoria do dinheiro, ao conceito de capital fictício ou à teoria das crises cíclicas do capitalismo, todos presentes em “O Capital”. Na realidade, nenhum outro economista ou sociólogo levou tão a sério a crise capitalista quanto Marx. É por essa razão que o marxismo não tem grandes dificuldades analíticas de explicar o funcionamento crítico do capitalismo.

O senhor percebe semelhanças entre a ocupação em Wall Street, as revoltas de jovens sem emprego na Europa e mesmo a Primavera Árabe?

É possível perceber algumas semelhanças. Em primeiro lugar, a principal força impulsionadora destes movimentos é, sem dúvidas, o jovem precariado global. A inserção no mercado formal de trabalho tornou-se cada dia mais incerta, fazendo com que a juventude oriunda dos grupos sociais subalternos questionasse a promessa, inerente ao capitalismo, do progresso individual por meio do trabalho. A crise atual está funcionando como um catalisador desta interrogação, conduzindo milhares de jovens precarizados à ação direta.

Além disso, estes movimentos estão construindo aquilo que podemos chamar de “poder simbólico”: buscam se apropriar de espaços públicos a fim de superar suas debilidades organizativas e mobilizar outros “indignados”. Para tanto, fazem uso das mídias sociais. Finalmente, estes movimentos estão construindo pontes com os sindicatos. Contudo, não devemos exagerar nas convergências. A juventude árabe enfrenta sanguinárias ditaduras e milhares foram mortos na Líbia, na Síria e no Egito. Evidentemente, não é este o caso dos Estados Unidos e da Europa.

Quais resultados concretos podemos vislumbrar para estes movimentos?

Na verdade, estes movimentos já produziram efeitos muito concretos. A Revolução Egípcia pôs fim a uma ditadura de 30 anos. O regime político sírio nunca mais será o mesmo, independente do resultado da revolução em curso naquele país. Todo o arranjo do poder no Oriente Médio foi alterado pela Primavera Árabe. Na Europa, a exemplar resistência da juventude e dos trabalhadores gregos à “Troika”, isto é, ao FMI, ao Banco Central Europeu e à Comissão Europeia, tem adiado a implementação da política de ajuste estrutural baseada nos cortes dos gastos sociais estatais.

Dois meses depois de iniciado, o movimento em Nova York ainda conta com ampla simpatia da opinião pública estadunidense, além de ter inspirado movimentos semelhantes ao redor do globo. Aliás, este “poder simbólico” aponta para uma questão crucial: como desafiar exitosamente algo tão fugidio quanto o capital financeiro? Eis a principal razão pela qual manifestantes ocupando pacificamente praças públicas foram violentamente reprimidos pela polícia em diferentes cidades nos Estados Unidos.

O senhor percebe algum reflexo desses movimentos no Brasil?

A despeito de não estarmos imunes à crise mundial, evidentemente, a economia brasileira não se encontra no mesmo compasso da estadunidense ou da europeia. Isto tende a enfraquecer as ocupações de espaços públicos no país. Contudo, gostaria de realçar um aspecto. Este ano, o precariado brasileiro deu repetidas provas de sua capacidade organizativa. Começamos o ano com uma greve nacional nas obras do PAC que contou, segundo dados do Dieese, com a participação de 150 mil trabalhadores.

Ao longo de 2011, milhares de professores do ensino fundamental e médio entraram em greve no país todo. Isto significa que os trabalhadores no país estão aprofundando sua experiência com o atual modelo de desenvolvimento dirigido pela burocracia lulista, começando a tirar suas próprias conclusões. Uma delas coloca em questão a exclusão política que os submete: os trabalhadores precarizados não se sentem mais representados pelos sindicalistas lulistas e buscam se auto-organizar.

Eventos da semana: 24 a 30/10

SP

26/10 | Quarta-feira

Noite de autógrafos de 18 crônicas e mais algumas, novo livro de Maria Rita Kehl

Maria Rita Kehl participa de noite de autógrafos de seu novo livro, 18 crônicas e mais algumas, coletânea de crônicas, 18 publicadas no jornal O Estado de S. Paulo e outras 26 em veículos como Teoria e DebateFolha de S.Paulo e Época, escritas ao longo da última década.

O livro já está à venda em formato eletrônico (ebook) no Gato Sabido.

19h às 21h30 | Livraria da Vila (Unidade Fradique) | Rua Fradique Coutinho, 915 – Vila Madalena – São Paulo | (11) 3814-5811

Ciclo de debates e mostra de filmes: O que resta da ditadura

O Tablado de Arruar, em parceria com o Instituto Capobianco, realiza ciclo de debates e mostra de filmes do Cinema Marginal brasileiro em torno da temática O que resta da ditadura. A programação teve início na semana passada com palestra de Tales Ab’Saber e segue até o dia 10 de novembro, com exibição de filmes (seguidos de debates) às terças e palestras às quintas.

Esta semana será exibido o filme Sem essa, aranha (Rogério Sganzeral, 1970), seguido de debate com o crítico Francis Vogner dos Reis (terça-feira, 25/10, 19h) e palestra “O que resta da ditadura?”, com Paulo Arantes (coordenador da Coleção Estado de Sítio, da Boitempo), na quinta-feira 27/10, às 20h.

Entre os palestrantes estão vários autores da coletânea de artigos O que resta da ditadura (Edson Teles e Vladimir Safatle, orgs., Boitempo, 2010), que já está à venda em ebook, na Livraria Cultura e Gato Sabido. Confira na imagem abaixo a programação completa:

MG

24 a 28/10 | Segunda a sexta-feira

Boitempo participa do 35º Encontro Anual da Anpocs com estande exclusiva e noite de autógrafos de Saídas de emergência: ganhar/perder a vida na periferia de São Paulo

Acontece de 24 a 28 de outubro, na cidade de Caxambu, em Minas Gerais, o 35º Encontro Anual da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (Anpocs). Este ano a Boitempo participa com estande exclusiva e realiza noite de autógrafos da coletânea de artigos Saídas de emergência: ganhar/perder a vida na periferia de São Paulo (lançada em São Paulo na semana passada), organizada por Robert Cabanes, Isabel Georges, Cibele Rizek e Vera Telles.

24/10 | 21h às 23h | Noite de autógrafos de Saídas de emergência

Hotel Glória – Av. Camilo Soares, 590 – Caxambu | (11) 3091.5043 ou (35) 3341-9200
Coquetel com a presença dos organizadores da coletânea: Robert Cabanes, Isabel Georges e Cibele Rizek

AL

21 a 30/10 | Sexta a domingo

Boitempo Editorial na V Bienal Internacional do Livro de Alagoas

A Boitempo participa da Bienal Internacional do Livro de Alagos em 2011 com estande própria e conferência de Luiz Bernardo Pericás, autor de Os cangaceiros: ensaio de interpretação histórica (Boitempo, 2010) e colunista deste Blog. Confira a programação completa da Bienal clicando aqui.

24/10 | 16h às 18h | Conferência de Luiz Bernardo Pericás: “Os cangaceiros: banditismo rural no Nordeste do Brasil”

Auditório B do Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso | Rua Celso Piatti, S/N – Jaraguá – Maceió

BA

28/10 a 06/11

Bienal do Livro da Bahia 2011

A Boitempo Editorial participa da Bienal do Livro da Bahia em 2011 vendendo seus livros na estande da editora Expressão Popular.

Centro de Convenções da Bahia – Rua D – Estande D 02

Eventos de lançamento: outubro de 2011

Confira os eventos de lançamento de nossos livros para o mês de outubro de 2011:

Clique na imagem para ampliá-la.

Saídas de emergência: ganhar/perder a vida na periferia de São Paulo

Robert Cabanes, Isabel Georges, Cibele Rizek e Vera Telles (orgs.)

A Boitempo Editorial, em parceria com o Institut de Recherche pour le Development (IRD), o Centro de Estudos dos Direitos da Cidadania (Cenedic) e a Livraria Cultura, realiza nos meses de outubro e novembro três encontros para o lançamento do livro Saídas de emergência: ganhar/perder a vida na periferia de São Paulo, organizado por Robert Cabanes, Isabel Georges, Cibele Saliba Rizek e Vera da Silva Telles.

A coletânea de 21 artigos revela as relações entre os habitantes da maior cidade brasileira, São Paulo: “sexo, drogas e rock ‘n’ roll, emprego, desemprego, violência pública e violência privada”, nas palavras do professor Francisco de Oliveira no prefácio da obra. “Os relatos evidenciam as esperanças e as decepções cotidianas, sem ignorar as grandes transformações políticas, econômicas e sociais dos últimos vinte anos”, afirma Michel Pialoux, autor da orelha do livro.

A Boitempo Editorial lançará simultaneamente o livro nos formatos impresso e ebook na Livraria Cultura (Conjunto Nacional), dia 17 de outubro, às 18h30. No dia 24 de outubro, Saídas de emergência será lançado no coquetel de abertura da ANPOCS, em Caxambu, Minas Gerais. O ciclo de eventos se encerra em novembro, no dia 10, com um debate sobre o livro na Universidade de São Paulo.

Todos os eventos são gratuitos e não há inscrição prévia. Haverá venda dos livros da Boitempo com descontos.

Acompanhe a página do evento no Facebook Debate de lançamento de Saídas de emergência

Saiba mais sobre o livro na página da Boitempo Editorial

Programação

17/10 | das 18h30 às 21h30 | Livraria da Cultura – Unidade Conjunto Nacional (SP)
Av. Paulista, 2073 – Bela Vista, São Paulo | (11) 3170-4033
Coquetel com a presença dos organizadores da coletânea: Robert Cabanes, Isabel Georges, Vera da Silva Telles e Cibele Rizek.
Obs.: Lançamento simultâneo do livro físico e ebook

24/10 | das 21h às 23h | 35º encontro anual da ANPOCS (MG)
Hotel Glória – Av. Camilo Soares, 590 – Caxambu | (11) 3091.5043 ou (35) 3341-9200
Coquetel com a presença dos organizadores da coletânea: Robert Cabanes, Isabel Georges e Cibele Rizek.

10/11 | às 18h00 | Universidade de São Paulo (SP)
Sala 111 do Departamento de Ciências Sociais – FFLCH
Av. Prof. Luciano Gualberto, 315 – Cidade Universitária | (11) 3091-2349
Debate com a presença dos organizadores da coletânea: Robert Cabanes, Isabel Georges e Cibele Rizek.

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O continente do labor

Ricardo Antunes

Em seu novo livro, o sociólogo oferece um olhar latino-americano ante os dilemas do mundo do trabalho em três frentes principais: a primeira parte reúne textos escritos sobre a temática do trabalho, da dependência, das lutas populares e de outros desafios presentes em nosso continente; a segunda parte oferece um balanço sintético das lutas sociais e sindicais no Brasil do século XX e início do XXI. Já a terceira parte oferece um breve panorama descritivo do sindicalismo latino-americano por meio das suas principais centrais sindicais. “À luz da categoria trabalho, nesta obra são analisados os momentos mais importantes da história do continente, desde a época da conquista sangrenta de cinco séculos atrás até hoje”, afirma Renán Vega Cantor, autor da orelha do livro. “Este livro é uma continuação da prolongada preocupação do autor em compreender as características do trabalho, em sua particularidade que articula análise teórica sustentada na melhor tradição marxista existente em várias partes do mundo, por meio do estudo sistemático da realidade concreta de nosso continente”.

Durante os próximos meses, Ricardo Antunes lançará o livro durante palestras na Universidade Federal de Goiás, na Universidade Federal de Santa Catarina e na Livraria Cortez, em São Paulo. Os eventos são gratuitos e não há necessidade de inscrição.

Em breve, novas datas e locais em outras regiões do país.

Saiba mais sobre o livro na página da Boitempo Editorial

Programação

17/10 | das 19h às 22h30 | Goiânia (GO)
Conferência “Trabalho, educação, tempo e espaço: da pragmática da especialização taylorizada a lógica da flexibilidade” no XXI Simpósio da Faculdade de Educação – Universidade Federal de Goiás.
R. 235, S/N | (62) 3209-6202

20/10 | às 19h | Florianópolis (SC)
Palestra “O Continente do labor” no Auditório do Centro de Ciências Jurídicas (CCJ) – Universidade Federal de Santa Catarina.
Campus Universitário Trindade, S/N 
| (48) 3721-9000

31/10 | às 19h | São Paulo (SP)
Noite de autógrafos
R. Bartira, 317 | Perdizes | (11) 3864-4430

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18 crônicas e mais algumas

Maria Rita Kehl

A Boitempo Editorial lançará o novo livro de Maria Rita Kehl, 18 crônicas e mais algumas, simultaneamente nos formatos impresso e ebook, no dia 26 de outubro, na Livraria da Vila, em São Paulo. A psicanalista retorna às livrarias com uma coletânea de crônicas, 18 publicadas no jornal O Estado de S. Paulo e outras 26 em veículos como Teoria e DebateFolha de S.Paulo e Época, escritas ao longo da última década. Estão contemplados nesta obra textos célebres, como “Dois pesos…”, que expôs as fissuras de uma sociedade desacostumada com a participação dos mais pobres.

Maria Rita questiona o papel do psicanalista na imprensa: para ela, não se trata de explicar certos fenômenos e “comportamentos” que intrigam a sociedade (e ajudam a vender jornais), mas sim de escutar o sintoma social. “O melhor que um psicanalista pode fazer, na imprensa, é quase idêntico ao melhor que pode fazer um jornalista por vocação: indagar o objeto de seu interesse, para além dos automatismos ideológicos e do conforto da teoria aplicada”, afirma na apresentação do novo livro.

Além da psicanalista, da jornalista e da cidadã, as entrelinhas das crônicas de Maria Rita revelam ainda um olhar crítico e desembaraçado das convenções e uma forte identificação com o País e com o próprio percurso nele vivido – “Acontece que sou brasileira e tudo, aqui, me diz respeito” –, e também com a poesia das músicas, dos filmes e dos amigos que permanecem.

Acompanhe a página do evento no Facebook Lançamento de 18 crônicas e mais algumas

Saiba mais sobre o livro na página da Boitempo Editorial

Serviço

26/10 | das 19h às 21h | Livraria da Vila – Unidade Fradique Coutinho (SP) 
Rua Fradique Coutinho, 915 – Vila Madalena, São Paulo | (11) 3814-5811
Obs.: Lançamento simultâneo do livro físico e ebook